
Por que eu deveria sentir medo? Quase todo dia eu ia pescar na beira do rio, lá no fundo de casa. Só que já era noite. Noite de vento gelado e de poucas estrelas.
Diziam que à noite a alma do velho do rio procurava algum corpo para encarnar.
De tarde, eu esquecera o canivete do papai junto ao pé da árvore. Se ele descobrisse o sumiço, eu apanharia de cinta.
A lanterna estava sem pilhas, nem adiantaria levar uma vela. O vento assopraria. Eu conhecia bem o caminho, nem 20 minutos e estaria de volta.
Quando trisquei a mão no canivete, uma coruja, bem na minha cabeça, deu um grito rasga-mortalha. Voltei em 10 segundos. Não lembro se peguei o canivete ou se apanhei de cinta. Ainda ouço o grito da maldita.
2 comentários:
O medo assombra ,até a sombra da gente da medo ás vezes hahahahahha
A sombra da gente
quem diria,
parece quente
e é uma fria.
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