09 outubro 2009

Pressentimento materno

Há sete meses, diariamente beijo a foto do meu filho. A última vez que o vi foi no dia 1 de junho de 1944. Subia a rampa de embarque do General Mann, ancorado no reflexo do Pão de Açúcar. Acenou com a mão direita enquanto a esquerda segurava um saco com coturnos, agasalhos e outro uniforme verde oliva. Faz tempo que não recebo uma carta. Aperto no peito este envelope com o timbre do exército. As dele, não tinham timbre. Não quero abrir, quero ficar com a esperança.

 
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