08 janeiro 2008

A noite em que brochei



Sabe aqueles peitos das mulheres de filmes americanos? Pois é, a Patrícia tem um par desses. O generoso decote exibe muita energia, poder e alegria. Logicamente a alegria fica por conta, apenas, daquele que tiver o privilégio de brincar naquelas montanhas russas. Ou americanas. Ou brasileiras. Sei lá, eu sempre me perco quando estou cercado no vale.
A Patrícia é da área de marketing e são raras as oportunidades que tenho de encontrá-la no trabalho. Aquela exuberância só fica disponível aos meus olhos nas reuniões semestrais. Até propus que as reuniões semestrais fossem todos os meses. Mas parece que a diretoria não quer que outras gerências se relacionem com o pessoal de propaganda e marketing.
Na última reunião além do decote ela veio de saia. Uma saia comportada. Nem chamou a minha atenção, ao menos antes da reunião começar.
As coisas começaram a se complicar quando o destino me colocou na mesa bem à frente da doutora Patrícia. Eu havia me preparado com afinco para aquela reunião de resultados. Uma boa apresentação respaldada em trabalho eficaz poderia definir uma promoção para alguém daquela sala. E eu queria ser promovido.
No momento em que percebi que a exposição de motivos do departamento de marketing estava naquele decote resolvi abaixar a cabeça e concentrar o meu olhar nos meus apontamentos. Foi aí que eu perdi minha promoção.
Patrícia jogou com toda sua capacidade. Ela estava em casa. O terreno era o dela. Ela já sabia onde seria a reunião. Seria na sala com a enorme mesa de tampo de vidro. E ela se preparou muito melhor que eu. Usou de todos os artifícios para me constranger e me desconcentrar. Ela estava sem calcinha. Fui aplicado, conferi direitinho e me certifiquei que ela realmente, deliciosamente, estava sem calcinha. Ela empurrou um bilhete para mim.
– Quer?
Limpei a baba que escorreu pela lateral da minha boca e assenti com a cabeça olhando para o decote. Era impossível olhar para os olhos da doutora Patrícia.
A fama da doutora era de cumpridora de prazos e compromissos.
Na sexta-feira nos encontramos e fomos ao motel.
Tudo perfeito, Patty estava pleonasticamente divina. Meus sonhos iriam se realizar. Era o sonho de dez entre dez funcionários da empresa.
Só nós dois no quarto. Meia luz. O beijo. A agarração. A volúpia. Mãos acariciando e apalpando. Mãos despindo corpos. Corpos nus se pegando e se esfregando. Libido nos céus. Os enormes e rígidos seios eram meus, todos meus. Meus e da minha língua.
Minha língua descreveu meio círculo no mamilo de Patty e na mesma hora Patrícia, de prazer, cravou as dez unhas nas minhas costas. O sangue correu da perfuração de dez punhais.Brochei. Perdi a promoção, o tesão e a vantagem de dizer que tinha comido a Patrícia.

6 comentários:

Klotz disse...

Comentários ao texto extraídos da comunidade Bar dos Escritores no Orkut

Luis Fernando
kkk, que azarão!
Patricia sabe o que faz!

ükma
kkkk
no que você é bom?

Muryel
foda!!
rsrsrsrs... bem foda!

alana
Bem lembrado
tenho q cortar as unhas
o texto tá massa

o sacerdote
hahahahaha
muito bom!!!!
já vi isso acontecer, não pelas unhas cravadas, mas pq a vontade do cara superou a ereção, rsrsrsrs

Rosa
putzzzz...
kkkkkkkkkkkkk...
É péssimo isso acontecer.
Mas....
Boa

Rita Medusa
Klotz, muito bom o texto
Deusas humanas conseguem sempre arrancar algum tipo de constrangimento de ansiosos. São excêntricas
tom descritivo,gostei

Eduardo Perrone.
hummmm...
As unhas cravadas nas costas... Tesão puro...
Acho que não dá para brochar...rs
Mas o "Eu Lírico" de Klotz certamente assustou-se, daí a paumolecência...

alana
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
o comentário do Perrone foi tudo hauauhahauhauhuahah

Klotz disse...

Klotz
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor a dor que deveras sente.
É maravilhoso descobrir ser convincente naquilo que escrevo. Adorei todos os comentários principalmente saber do meu lado lírico.

Robertón
Deliciosa essas invejas... da Patrícia, da unhada, da brochada e da crônica!

Max o Magnífico
Desculpe, mas achei os personagens, tanto Patrícia como o brocha, muito rasos.
Trepar é fácil, difícil é mergulhar sem saber se há água.

paulinho
As coisas começaram a se complicar quando o destino me colocou na mesa bem à frente da doutora Patrícia.
Acredito que a crase modificou o sentido da oração.
No mais, tudo muito real, rsrsrrs, já vi cada coisa que nem te conto.

Mr. Ze
Muito bem escrito.
Da próxima vez, esqueça a falta de calcinhas e se concentre no tamanho das unhas.

Valéria
... fico pensando, não deve ser fácil esse negócio nénão? ~^

Devora-me
Difícil é mergulhar sem saber se há água. Chovinista do começo ao fim. Adorei.

liz
Bárbaro, Klotz!
masmasmasmasmas....... homem não gosta q crave as unhas nas costas????? puembas, cara, tu tá me fazendo uma revelação!!! sempre pensei q fosse excitante!
ai, como a gente desconhece o sexo oposto!!!

liz
cambada, CLARO q é ficção....................... não leva jeito nenhum de texto confessional!

Klotz disse...

Klotz
Esse é que é o mote. Final não esperado. Brochar com uma mordida, digo, unhada.
Quanto ao escritor, não se acanhem: arranhem, mordam, belisquem, cravem as unhas. Só não vale dizer que quer casar comigo: aí eu brocho! (as exceções são muitas, não é Juliana Paes?)

MÁRCIO
Muita sede ao pote...hhehehe

Klotz
Aos dois potes.

Sabrina
Jesus! não tinha nada que pudesse ser feito para reverter aquela situação?
e como a liz disse, não imaginava que unhas cravadas nas costas fizesse brochar!
vou já cortar as minhas!....rs

paulinho
Sabrina linda, corta as unhas não, arranha-me!
Rsrsrs

paulinho
Unhas nas costas, por trás dos ombros, hummm que delícia, rsrsrs

Sabrina
paulinho querido, uma pegada forte quem não gosta?...rs
só o cara do texto do klotz!...rs

Marco
Huum, eu gostcho! Minha namorada me deixa altas marcas. Claro que não pode ser uma coisa exagerada, do tipo escorrer sangue... hehehe vampira essa Patrícia...

Barbara
Muito bom mestre.
Adorei o uso do "pleonasticamente"
Beijos meu querido.

paulinho
Putz! Só eu que não tenho alguém pra me arranhar... shuashuahduahsouenonahqnayad

liz
Klotz, Klotz... duvido q vc topasse casar com a Juliana Paes!

Klotz disse...

Samuel
Meu caro amigo, a vida é assim mesmo.
As vezes nos preparamos pra muito e falhamos por menos.
Talvez você deveria ter ido com menos sede ao pote.

Klaus
pleonasticamente divina
(divino foi ter lido esta construção)
Klotz... O afagável.

Carlos Cruz
humpf...
cada um...
sobe!

Klotz
Estou preocupado. Não estou gostando nada disso.
Um diz que sou afagável, o outro diz que sobe. Me poupem.
Ainda bem que tenho o carinho da querida Bárbara.
Ah, só não caso com a Juliana se ela não quiser. Ou tiver unhas muito compridas...
(isto é só um personagem)

Véio China‡
O texto é ótimo!
Sei lá! Tô achando que era mulher não!
O Klotz, tem certeza que a Doutora Patricia nao era a águia da Portela?
Sei lá! Eu, além de brochar, provavelmente daria uma sambadinha nas montanhas russas, tal qual a do Rubinho Barichello.
Nénao?
hehehe!

Nat disse...

Nossa, Klotz, olha a coincidência...

http://by-nat.blogspot.com/2008/01/mulheres-tambm-broxam-com-x-consultado.html

Leandro Rodrigues disse...

O pior de tudo deve ter sido perder a oportunidade de contar...
Muito divertido.
Belo final.

 
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