21 março 2009

Espaguete à bolonhesa


Estávamos sentados à mesa da varanda. Três casais. A lua apontava cheia, criando um clima romântico junto com a descontração da tarantela Funico Li Funico La.

A conversa alegre unia o grupo. A terceira garrafa de chianti estava no final. O cheiro da manjerona do molho à bolonhesa ainda estava no ar quando veio o elogio.

Parabéns. Adorei o jantar. Disseram que você sabia fazer pizza, miojo ou esquentar lasanha. Aqui você extrapolou. A massa estava esplêndida. Como você fez?

Obrigado pelo elogio. Um amigo italiano passou a receita herdada da avó. A nona era de Modena, cidade vizinha a Bolonha.

Para fazer a massa ficar perfeita temos que ir aos detalhes. Não é suficiente uma toalha verde e guardanapos vermelhos. É preciso muito mais.

Comece na escolha da massa. O espaguete deve ser número 10. A cada cem gramas de massa ferva um litro de água com dez gramas de sal. Acrescente o sal na água somente após a fervura. Não coloque azeite nem óleo na água, senão a massa fica escorregadia e o molho não adere. O mais difícil é acertar o ponto para a massa ficar al dente, ou seja, firme o suficiente para ser sentida nos dentes.

Depois de todos estes detalhes, imagino que o molho deve ser algo super complicado e difícil.

– O molho é o mais simples. Refogue 500 gramas de carne moída de primeira junto com uma cebola ralada e um dente de alho picado. Acrescente uma lata de extrato de tomate, salsa, orégano e tomilho frescos. Uma colher de açúcar, três colheres de azeite e meia de sal. Adicione um copo de água quente e mexa em fogo baixo durante vinte minutos.

– Será que posso anotar a receita?

– Fique à vontade. Tenho caneta e papel na cozinha. Ao lado do telefone.

...

– O que é isso?... O que aconteceu?

Após o grito de espanto todos levantaram correndo curiosos para a cozinha.

– O que são estes fios de macarrão grudados na parede?

– É que o italiano me explicou que a massa fica no ponto de al dente quando gruda no azulejo.


******************
Esta crônica está em Pepino e farofa.

Por enquanto a venda de Pepino e farofa será direta, do autor para o leitor.

O livro custa R$ 28,00 para entregas no Plano Piloto, em Brasília.

Para todos os outros lugares do Brasil, com a postagem, custa R$ 30,50

2 exemplares na mesma remessa saem por R$ 59,80

3 exemplares na mesma remessa saem por R$ 89,40

Para saber quem efetuou os depósitos acrescentarei alguns centavos identificando o número do pedido.

Faça seu pedido através do e-mail r-klotz@uol.com.br, fornecendo a quantidade desejada, o endereço para a entrega e nome para a dedicatória, se desejar.

Retornarei informando o valor exato e fornecendo conta corrente do BB para crédito bancário

3 comentários:

Lisa disse...

Opa! E não vai ter tarde de autógrafo ou encontro para venda direta com direito à foto?

Passa a agenda!
lembranças, Lisa

Klotz disse...

Lisa,
Atendendo a seu pedido, farei uma Noite de Autógrafos na Livraria Cultura no dia 8 de abril, quarta-feira, a partir das 19 horas. Fica no Casapark Shopping.
Muito mais que autógrafo, escreverei uma dedicatória a todos que vierem.
Espero por você.

Patrícia Del Rey disse...

Vou lá te ver! =]

ps: tive um namorado italiano... hum... haja massa...rs

 
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